Polêmica: Suspeito de matar PM, sobrinho de Erlanio e aliado de Weverton Rocha deixa delegacia pela porta da frente
Em um episódio que está causando forte repercussão política e social no Maranhão, o prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier, suspeito de ter assassinado um policial militar durante uma vaquejada, deixou a Delegacia Regional de Presidente Dutra pela porta da frente, no final da tarde de ontem segunda-feira (7).
O que mais chocou a população foi a forma como o gestor municipal, mesmo sendo acusado de um crime grave, saiu tranquilamente da unidade policial sem sequer passar por uma detenção preventiva. A decisão gerou críticas e levantou questionamentos sobre privilégios, impunidade e influência política.
João Vitor é sobrinho do ex-presidente da Famem, Erlanio Xavier, e aliado político do senador Weverton Rocha, ambos nomes de peso na política estadual. A ligação com figuras influentes reacende o debate sobre o foro privilegiado e a suposta blindagem de políticos envolvidos em crimes.
Segundo o delegado responsável, o prefeito foi liberado por ter se apresentado voluntariamente, não possuir antecedentes criminais e ter se colocado à disposição para colaborar com as investigações. No entanto, para muitos, a explicação não convence.
"Se fosse um cidadão comum, teria saído pela porta da frente também? Ou teria dormido na cela?" — questiona um morador revoltado nas redes sociais.
O caso agora está sob responsabilidade da Delegacia de Pedreiras, que abrirá um inquérito e o encaminhará ao Tribunal de Justiça do Maranhão, devido ao foro por prerrogativa de função de João Vitor. A expectativa é que a Justiça trate o caso com a devida seriedade e imparcialidade, sem se curvar ao peso político dos envolvidos.
Enquanto isso, familiares e colegas da vítima, um policial militar morto com pelo menos cinco tiros, cobram justiça e clamam para que a morte do agente não seja mais uma a cair no esquecimento ou ser abafada por interesses políticos.
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