Operação da Polícia Federal investiga prefeitos de Godofredo Viana, Turiaçu e outros municípios por suspeita de esquema eleitoral
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De acordo com os investigadores, o fluxo financeiro apresentou movimentações consideradas atípicas nas semanas que antecederam o pleito municipal de 2024. A apuração identificou operações que somaram quase R$ 10 milhões.
Em um dos núcleos investigados, os repasses ilícitos teriam alcançado aproximadamente R$ 2 milhões. As investigações também indicam que os recursos eram sacados das contas empresariais e posteriormente distribuídos por meio de contas de pessoas utilizadas como laranjas.
A Polícia Federal informou ainda ter encontrado planilhas informais relacionadas a um suposto sistema de caixa dois, além de arquivos que mencionavam a logística de entrega dos valores e o monitoramento da presença policial nas proximidades de uma agência bancária utilizada pelos investigados.
Prefeitos estão entre os alvos da operação
Entre os alvos das medidas autorizadas pela Justiça Eleitoral estão prefeitos de municípios maranhenses apontados nas investigações:
- Márcio Viana, prefeito de Godofredo Viana;
- Edésio Cavalcanti, prefeito de Turiaçu;
- Neto Carvalho, prefeito de Araioses;
- Nonato Carvalho, prefeito de Magalhães de Almeida;
- Ivaldo Ribeiro, prefeito de Miranda do Norte.
Até o momento, a PF informou ter identificado 15 candidatos que teriam sido beneficiados diretamente pelo esquema investigado ou que aparecem em tratativas relacionadas aos supostos repasses ilícitos.
Mandados e bloqueio de bens
Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão. Também foram autorizados o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, o afastamento de um funcionário público e o sequestro de bens avaliados em R$ 4 milhões.
As medidas têm como objetivo aprofundar as investigações, identificar todos os envolvidos, interromper a continuidade das práticas investigadas e recuperar eventuais recursos desviados.
Os investigados poderão responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos e outros delitos contra a Administração Pública.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar a extensão do esquema e a participação de outros envolvidos.
