
A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) prendeu, nesta sexta-feira (24), dois homens suspeitos de se passarem por policiais para cometer assaltos no município de Timon, a cerca de 450 km de São Luís. A ação foi realizada no bairro Vila Monteiro, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
De acordo com as investigações, os suspeitos, de 25 e 32 anos, utilizavam equipamentos semelhantes aos de agentes de segurança pública para abordar vítimas e praticar crimes patrimoniais na cidade. A suspeita ganhou força após a apreensão de coletes táticos e tocas do tipo “ninja”, itens comumente usados para dificultar a identificação durante ações criminosas.
Durante a operação, os policiais encontraram uma grande quantidade de entorpecentes, incluindo crack e cocaína já fracionados e prontos para comercialização. Também foram apreendidos materiais utilizados no preparo e na venda das drogas, como embalagens e uma balança de precisão, o que reforça a atuação da dupla no tráfico de drogas.
Além dos entorpecentes, a polícia apreendeu um arsenal que inclui um revólver calibre 38, duas armas artesanais do tipo “calça-bala” do mesmo calibre, uma espingarda calibre 12 e dois simulacros de arma de fogo. Os agentes também localizaram relógios e joias que podem ser provenientes de roubos, bem como cinco aparelhos celulares — um deles com registro de roubo na cidade de Teresina, no Piauí.
As investigações apontam ainda que os suspeitos já possuem antecedentes por crimes como roubo, receptação e porte ilegal de arma de fogo. Um dos presos, inclusive, tinha um mandado de prisão em aberto decorrente de uma condenação a quatro anos de reclusão em regime fechado pelo crime de roubo.
Diante dos fatos, os dois homens foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo. Eles foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
A operação foi coordenada pela Divisão de Inteligência e Captura (DICAP) da 18ª Delegacia Regional de Timon, com apoio do 1º Distrito Policial, da Delegacia Especial da Mulher e do Grupo de Pronto Emprego (GPE), todos do município. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar possíveis vítimas e apurar a participação dos suspeitos em outros crimes na região.