Analistas políticos apontam que o gesto foi calculado para demonstrar força e enviar um recado direto a Brasília. “Brandão quis mostrar quem manda no Maranhão”, disse um observador experiente da política estadual. A atitude é vista como uma afronta ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes, que no ano passado suspendeu diversas nomeações de parentes do governador por entender que configuravam nepotismo e até nepotismo cruzado.
Em novembro de 2024, Moraes determinou a suspensão de cinco nomeações de familiares de Brandão em órgãos e empresas públicas estaduais, após denúncia apresentada pelo partido Solidariedade. O ministro destacou na ocasião que o nepotismo fere a impessoalidade e o interesse público, além de representar uma prática imoral e contrária à ética institucional. Também lembrou que a Lei 14.230/2021 inclui expressamente o nepotismo entre os atos de improbidade administrativa.
Na mesma decisão, o ministro exigiu que o governador e a presidente da Assembleia Legislativa apresentassem informações sobre nomeações suspeitas, especialmente envolvendo parentes de deputados em cargos do Executivo.

