Segundo informações apuradas pelo portal de notícias Maranhão Notícia, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, presidente da Primeira Turma da Corte, decidiu adiar a continuidade do julgamento que envolve deputados federais acusados de participação em um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares.
A sessão que estava prevista para ocorrer nesta quarta-feira (11) foi suspensa e terá continuidade apenas na próxima terça-feira, às 13h. A decisão foi tomada após entendimento entre os ministros da Turma, considerando que o voto do relator do caso, ministro Cristiano Zanin, deverá ser extenso e poderia prolongar o julgamento, comprometendo a agenda do plenário do STF.
Com a mudança, a sessão desta quarta-feira foi destinada apenas à oitiva dos advogados de defesa dos acusados. Após essa etapa, os ministros deverão retomar a análise do processo no próximo dia 17, quando serão apresentados os votos e poderá ocorrer a conclusão do julgamento.
Durante a sessão realizada nesta terça-feira, o subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, defendeu a condenação de oito investigados. Segundo ele, há indícios de que entre os anos de 2019 e 2021 teria funcionado um esquema organizado para envio de emendas parlamentares a municípios mediante cobrança de propina.
De acordo com a acusação, os investigados teriam estruturado um sistema com divisão de tarefas para direcionar recursos públicos e, em contrapartida, exigir percentuais que chegariam a cerca de 25% dos valores repassados.
Entre os principais réus citados na ação penal estão os deputados federais Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Gildenemyr de Lima Sousa, o Pastor Gil (PL-MA), e João Bosco da Costa (PL-SE), conhecido como Bosco Costa. Conforme a denúncia, eles teriam solicitado vantagens indevidas em troca da destinação de emendas parlamentares ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.
O caso segue em análise no Supremo Tribunal Federal e deverá voltar à pauta de julgamento na próxima semana.
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