A Caixa de Assistência dos Advogados do Maranhão (CAAMA) enfrenta, no início de 2026, uma das maiores crises de sua história. Denúncias encaminhadas ao portal Maranhão Notícia por advogados da capital e do interior apontam para um cenário de esvaziamento institucional, interrupção de serviços essenciais, falhas graves de comunicação e ausência total de diálogo com a classe.
Sob a presidência do advogado Gustavo Mamede, a gestão é classificada por integrantes da advocacia maranhense como a pior desde a criação da CAAMA, entidade que já foi referência nacional em políticas de assistência, saúde e integração da classe.
Eventos esportivos são suspensos e tradições são abandonadas
Entre os principais alvos de críticas está a paralisação das atividades esportivas promovidas pela Caixa. O tradicional Campeonato de Futsal da Advocacia, que historicamente tem início nos primeiros meses do ano, não teve qualquer anúncio oficial em 2026.
Até o momento, não há calendário, regulamento, inscrições ou informações institucionais sobre a competição. Dirigentes esportivos relatam frustração e afirmam que, após um 2025 marcado por desorganização, há risco real de não haver campeonatos neste ano.
Também deixaram de ser realizados eventos tradicionais da advocacia maranhense, como:
- Jogos de Verão da Advocacia;
- Olimpíadas da Advocacia;
- Gincana da Advocacia em Imperatriz, considerada um dos maiores eventos de integração regional.
Consultórios são fechados e assistência à saúde entra em colapso
Outra denúncia considerada grave envolve o encerramento dos consultórios mantidos pela CAAMA, que ofereciam atendimento médico, odontológico e psicológico à advocacia.
Segundo relatos recebidos pela reportagem, houve:
- Redução drástica dos serviços de saúde;
- Falta de informações claras sobre atendimentos;
- Inexistência de canais eficientes para marcação de consultas.
Advogados do interior afirmam que foram os mais prejudicados, já que dependiam diretamente da estrutura da Caixa para acesso à saúde.
Falta de site institucional compromete transparência
Atualmente, a CAAMA não possui site institucional ativo, o que compromete a transparência e o acesso às informações. Serviços antes realizados de forma digital deixaram de existir, como:
- Marcação online de consultas;
- Consulta de convênios;
- Atendimento automatizado à advocacia.
A ausência de comunicação oficial tem gerado uma enxurrada de reclamações em redes sociais e grupos de WhatsApp, onde advogados relatam dificuldade de contato e ausência total de respostas.
Subseções denunciam abandono e falta de diálogo
Presidentes de subseções da OAB em diversas regiões do Maranhão relatam abandono completo por parte da CAAMA. Entre as principais queixas estão:
- Falta de retorno a ligações e mensagens;
- Demandas institucionais ignoradas;
- Ausência de suporte administrativo, esportivo e social.
O sentimento predominante é de ruptura entre a entidade e a advocacia do interior.
Denúncias de assédio moral e esvaziamento institucional
Além da interrupção de serviços, advogados também relatam denúncias de assédio moral praticado por dirigentes da CAAMA. Para integrantes da classe, a atual gestão promoveu um verdadeiro desmonte da instituição, marcado por:
- Falta de planejamento;
- Supressão de serviços essenciais;
- Comunicação institucional inexistente;
- Insatisfação generalizada da advocacia.
Crise gera impacto na OAB-MA e aumenta pressão por mudanças
A crise da CAAMA tem repercutido diretamente na imagem institucional da OAB Maranhão. Advogados avaliam que a situação da Caixa de Assistência se tornou um passivo político e administrativo, ampliando a pressão por providências da seccional.
Cresce entre a classe a cobrança por medidas urgentes que resgatem a função original da CAAMA: assistência à saúde, integração da advocacia e fortalecimento institucional.
Advocacia cobra respostas
O início de 2026 expõe um cenário de ruptura entre a CAAMA e a advocacia maranhense. Sem eventos, sem serviços, sem comunicação e sem diálogo, a entidade enfrenta uma grave crise de credibilidade.
Para muitos advogados, a avaliação é direta:
a CAAMA vive a pior gestão de todos os tempos e precisa apresentar respostas imediatas à classe.

