A recente incursão de Marcus Brandão - paí do pré-candidato Orleans Brandão e irmão do governador Carlos Brandão - pela Baixada Maranhense revelou um cenário inusitado: Marcus percorreu as cidades ao lado da esposa, Audreia Brandão, selando acordos e parcerias como o verdadeiro detentor do poder. E o detalhe mais gritante foi a ausência total de Orleans Brandão, o pré-candidato oficial da família.
Ao protagonizar agendas políticas sem o filho, Marcus Brandão deixou claro que pretende continuar mandando no Maranhão, tratando Orleans como mera 'marionete' e reforçando a tese de um 'governo à sombra'. A agenda carnavalesca resume bem o que a candidatura emedebista espera: um candidato tutelado que não terá o controle do governo, onde o rosto na urna será um, mas as ordens - da nomeação de cargos ao uso da caneta - seguirão sendo resolvidas na sala de jantar de Marcus e Audreia.
O grupo de Marcus aposta numa candidatura ‘laranja’. A ausência de Orleans na Baixada é mais um reforço à ideia de um projeto que prioriza as relações familiares em detrimento do Governo. Resta saber se o estado aceitará ser governado por um "fantoche" ou se exigirá um líder que, além de estar presente, tenha a independência necessária para governar sem precisar de segurar a mão dos pais.

