Num gesto que não deixa margem para dúvidas, o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), rompeu o silêncio e apareceu neste domingo (3) ao lado do presidente Lula em Brasília, durante o Encontro Nacional do PT. A foto amplamente divulgada nas redes sociais não foi um simples registro de cortesia institucional — foi uma declaração de guerra política.
Cada vez mais distante do governador Carlos Brandão e isolado da base governista estadual, Camarão agora joga em outra arena: a da federação nacional do PT, PV e PCdoB, que já articula uma candidatura própria ao governo maranhense em 2026. E o nome dele, claro, surge como o favorito nos bastidores.
Ao se mostrar ao lado de Lula num momento de tensão política regional, Camarão envia um recado direto: está disposto a enfrentar o grupo que hoje comanda o Palácio dos Leões. Mais que isso, mostra que tem interlocução direta com o Planalto — algo que muitos na política local apenas fingem ter.
A presença de Camarão no centro do poder petista nacional fortalece sua posição como o contraponto à atual gestão estadual. Enquanto Brandão tenta manter uma base rachada e vive sob desconfiança de aliados, Camarão costura, em Brasília, alianças de impacto e projeta um novo bloco político.
O Encontro Nacional do PT, que decidiu manter a federação com PV e PCdoB, pode ter sido o palco de um novo redesenho do mapa político maranhense. A foto com Lula é mais do que simbólica — é um aviso: 2026 já começou, e Felipe Camarão está no jogo para vencer.
