
Desde quarta-feira (06), o PSB está sob novo comando no Maranhão. A senadora Ana Paula Lobato tomou posse da presidência estadual do partido em Brasília. Dos deputados estaduais da legenda, somente Carlos Lula esteve presente.
Diante da troca na direção, o movimento mais esperado seria uma debandada em massa de parlamentares para outras siglas. No entanto, os sinais atuais indicam que isso não deve ocorrer imediatamente. O presidente nacional do PSB, João Campos, declarou politicamente que os filiados com mandato estão “liberados” para deixar o partido, mas essa liberação não garante automaticamente a preservação dos mandatos.
Nos bastidores, os deputados governistas do PSB demonstram desconfiança e estudam estratégias para controlar o partido dentro da Assembleia Legislativa do Maranhão, dificultando uma recomposição da bancada oposicionista.
Além disso, a complexidade interna do PSB pesa contra a oposição formal. Apesar de o partido ser oficialmente oposição, a bancada estadual é majoritariamente composta por deputados alinhados ao governo, o que inviabiliza que o PSB integre oficialmente o bloco parlamentar oposicionista, já que blocos só podem ser formados por bancadas partidárias completas e não por frações delas, conforme o Regimento Interno da Assembleia.
A formação e alteração dos blocos parlamentares podem ocorrer a qualquer momento durante a legislatura, não estando restritas ao início dos trabalhos. Contudo, a janela partidária para mudança de sigla sem risco de perda de mandato só abre em março de 2026, salvo casos de justa causa reconhecida pela Justiça Eleitoral.
O PSB poderá recorrer à expulsão de deputados por infidelidade partidária para viabilizar uma estratégia política dentro da Assembleia.